domingo, 30 de agosto de 2009

Sólidos Platônicos, Cosmogênese e Blavatsky

(M.C. Escher)

Daí que meu grupo de estudos do Templo teve que fazer um trabalho relacionando a Hierarquia Setenária com as Linhas de Caboclos da Umbanda - uma semana pra organizar a apostila. Daí que minha TV por assinatura resolveu pifar justamente na dita semana. Semana aliás de chuvas constantes. Imaginem a cena: criança hiperativa de dois anos e nove meses, sem descer pra brincar, sem televisão, apartamento minúsculo, mãe mordendo a língua pra não berrar enquanto exercia a função de dodó e cozinheira, mãe arrancando os cabelos tentando se concentrar nas abstrações da Doutrina Secreta de H. P. Blavatsky e sua cosmogênese enquanto rolava um doomsday logo ao lado... Três dias depois, Caique aquieta de vez - pegou uma virose e pifou com a febre de 39,5 (logo quando a TV por assinatura voltou a funcionar)...

Com Caique no colo o dia todo, sentei pra pesquisar qualquer coisa que me ajudasse a entender melhor as Estâncias que Blavatsky escreveu se baseando em manuscritos de monges tibetanos. E dá-lhe Google na Blavatsky. Puxa um link daqui, abre outro dali, e dei de cara com um documento que correlacionava os sólidos platônicos com Blavatsky e a cosmogênese. Aí pirei de vez.

Pirei mesmo (o trabalho já foi entregue e eu continuo pirando). Juro que foi difícil sair dos Sólidos Platônicos e voltar pro assunto da apostila e eu continuo encasquetada com o assunto. Quando achei o dito cujo, pensei com meus botões, "E não é que dá pra fazer cálculos matemáticos, ser poético, místico e filosófico tudo ao mesmo tempo?". É claro que na semana passada eu tava era ficando vesga com tanta informação misturada e não conseguia sair da tal da simbologia do 40 (o número da purificação e decantação), pensando bobagem do tipo: "Será que o marido estará decantado e purificado aos 40?", mas hoje, com a cabeça mais fresca, olhei o documento de novo e contínuo achando que tudo nele faz sentido. Mas pode ser que isso seja resultado da minha ignorância mesmo, porque eu também não sou nenhum gênio da matemática e, em matéria de espiritualidade, nem aprendi a engatinhar...


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